Eu leio Rookmaaker e Também Jean-Paul Sartre.

Por Alessandro Silva.

“Eu leio Rookmaaker
Você jean-Paul Sartre,
A cidade foi tomada pelos homens
Na cidade dos homens Tem gente que consegue ler,mas os outros estão nércios pra Ti”.

                                                                                         

Trecho da letra da música intitulada de Rookmaaker da banda brasileira de rock cristão Palavrantiga,na letra ele cita Hans Rookmaaker e Jean-Paul Sartre,e não conhecia nenhum dos dois até então,e estudei bastante os dois e digo que suas obras são incríveis,de ambos são,suas obras até hoje são marcantes na literatura no mundo,são pensadores que estavam a frente de sua época,e quero compartilhar com vocês um pouco do que aprendi com eles,lendo algumas das obras desses formidáveis pensadores,algumas pois são várias,mas ainda chego lá,mas ainda que consiga ler tudo que eles plublicaram,tudo a respeito deles,não chegarei nem perto,pois seus pensamentos são mais altos do que os meus,ou de qualquer um nos dias de hoje,essas lendas mudaram minha forma de pensar e se tornaram meus heróis da literatura e quero dar uma de Wikipédia e compartilhar a biografia de Rookmaaker e Jean-Paul Sartre.

Hans Rookmaaker.

Rookmaaker foi um escritor holandês que se converteu ao cristianismo.

Henderik Roelof “Hans” Rookmaaker foi um escritor holandês que se converteu ao cristianismo. Nascido em 27 de fevereiro de 1922, Rookmaaker foi também professor de teoria da arte, história da arte, música, filosofia e religião. Faleceu em 13 de março de 1977.
Em 1948 ele conheceu teólogo cristão Francis Schaeffer e se tornou um membro do L’Abri, na Suíça. Hans e sua esposa Anky abriu uma filial holandesa de L’Abri em 1971.
Após um doutorado em história da arte com uma dissertação sobre Gauguin da Universidade de Amsterdam, ele se tornou o fundador do departamento de história da arte na Universidade Livre de Amsterdã.
Rookmaaker combinou sua carreira acadêmica, com um papel prolífico de abordar a ambigüidade sobre a arte entre os cristãos e ambigüidade sobre a fé entre os artistas. Sua tese principal foi colocado para fora em sua publicação de 1970, intitulada Arte Moderna e A Morte de uma Cultura.
Ao longo de sua carreira, lecionou no Reino Unido, os Estados Unidos e Canadá, bem como na sua Holanda natal.

Dois livros de Rookmaaker foram publicados postumamente: Arte não precisa de justificação em 1978 e The Gift Creative: Ensaios sobre Arte e da Vida Cristã em 1981. Em 2003, Obras Completas de Hans Rookmaaker, editado por sua filha Marleen Hengelaar-Rookmaaker, foram publicados.

Minha obra favorita dele é

A Arte Não Precisa de Justificativa.

A Arte Não Precisa de Justificativa é uma leitura para todos os cristãos que desejam usar seus talentos para a glória daquele que os presenteou. É um chamado aos artistas, artesãos e músicos cristãos para que chorem, orem, pensem e trabalhem. Para o autor, qualquer discussão sobre o papel da arte deve ser precedida por uma afirmação básica: a arte não precisa de justificativa — nem por motivos religiosos ou propósitos evangelísticos, nem por fins econômicos ou políticos.

Jean-Paul Sartre

Jean-Paul sartre foi um filósofo, escritor e crítico francês, conhecido como representante do existencialismo.

Jean-Paul Charles Aymard Sartre (Paris, 21 de Junho de 1905 — Paris, 15 de Abril de 1980) foi um filósofo, escritor e crítico francês, conhecido como representante do existencialismo. Acreditava que os intelectuais têm de desempenhar um papel ativo na sociedade. Era um artista militante, e apoiou causas políticas de esquerda com a sua vida e a sua obra.

  • O existencialismo de Sartre

Baseado principalmente na fenomenologia de Husserl e em ‘Ser e Tempo’ de Heidegger, o existencialismo sartriano procura explicar todos os aspectos da experiência humana. A maior parte deste projeto está sistematizada em seus dois grandes livros filosóficos: O ser e o nada e Crítica da razão dialética.

  • O Em-si

Segundo a fenomenologia e o existencialismo, o mundo é povoado de seres Em-si. Podemos entender um Em-si como qualquer objeto existente no mundo e que possui uma essência definida. Uma caneta, por exemplo, é um objeto criado para suprir uma necessidade: a escrita. Para criá-lo, parte-se de uma ideia que é concretizada, e o objeto construído enquadra-se nessa essência prévia.
Um ser Em-si não tem potencialidades nem consciência de si ou do mundo. Ele apenas é. Os objetos do mundo apresentam-se à consciência humana através das suas manifestações físicas (fenômenos).

  • O Para-si

A consciência humana é um tipo diferente de ser, por possuir conhecimento a seu próprio respeito e a respeito do mundo. É uma forma diferente de ser, chamada Para-si.
É o Para-si que faz as relações temporais e funcionais entre os seres Em-si, e ao fazer isso, constrói um sentido para o mundo em que vive.
O Para-si não tem uma essência definida. Ele não é resultado de uma ideia pré-existente. O existencialismo sartriano desconsidera a existência de um criador que tenha predeterminado a essência e os fins de cada pessoa. É preciso que o Para-si exista, e durante essa existência ele define, a cada momento o que é sua essência. Cada pessoa só tem como essência imutável, aquilo que já viveu. Posso saber que o que fui se definiu por algumas características ou qualidades, bem como pelos atos que já realizei, mas tenho a liberdade de mudar minha vida deste momento em diante. Nada me compete a manter esta essência, que só é conhecida em retrospecto. Podemos afirmar que meu ser passado é um Em-si, possui uma essência conhecida, mas essa essência não é predeterminada. Ela só existe no passado. Por isso se diz no existencialismo que “a existência precede e governa a essência”. Por esta mesma razão cada Para-si tem a liberdade de fazer de si o que quiser.

  • Limitação da liberdade

A liberdade dá ao homem o poder de escolha, mas está sujeita às limitações do próprio homem. Esta autonomia de escolha é limitada pelas capacidades físicas do ser. Para Sartre, porém, estas limitações não diminuem a liberdade, pelo contrário, são elas que tornam essa liberdade possível, porque determinam nossas possibilidades de escolha, e impõem, na verdade, uma liberdade de eleição da qual não podemos escapar.

Minha obra favorita dele é

Les Chemins de la liberté (Os Caminhos da Liberdade) trilogia, compreendendo:

  • L’age de raison (A idade da razão), romance – 1945
  • Le sursis (Sursis), romance – 1947
  • La mort dans l’Âme (Com a morte na alma), romance – 1949

Este Post foi escrito ao som de Palavrantiga-Esperar é Caminhar.

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19 comentários sobre “Eu leio Rookmaaker e Também Jean-Paul Sartre.

  1. Broder, tu colocastes “Segundo a fenomenologia e o existencialismo, o mundo é povoado de seres Em-si. Podemos entender um Em-si como qualquer objeto existente no mundo e que possui uma essência definida”, mas se você for ler obras como de Schütz, por exemplo, você vai perceber sua grande crítica ao essencialismo. Acho um tamanho perigo colocar os dois num pacote só, diante da crítica fenomenológica ao esencialismo. Todavia, o texto é muito bom. Confesso que vim procurar sobre o tema pelo meu interesse em entender essa letra. Acho muito boa essa banda e essa música, pelo fato do distanciamento que existe entre as letras dessa banda e o sofismo que reina na música “Gospel” atual. Porém tinha dúvidas se eu tinha entendido direito o que foi composto. Embora já tivesse estudado vários filósofos, nunca estudei Sartre, diante disso o texto me enriqueceu bastante. Agradeço Alessandro.

  2. Gosto da música Rookmaaker, e de algumas do palavraantiga a banda tem um diferencial em relação a outras bandas “gospel”. Traz uma visão diferente! Seu artigo é interessante, Alessandro.

    1. Bem Diogo, a letra da música faz várias referências literárias,musicais e arte em geral sem conhecer essas referências fica difícil de entender, mas como disse Hans Rookmaaker, citado na música, “A arte não precisa de justificativa”.

  3. Estava procurando uns livros para ler! Caminhos da liberdade e a Morte de uma cultura parece interessante. Estou atrás também do livro Cristianismo puro e simples chegou a ler?
    Bacana Alessandro…
    😉

    1. Confesso que esse primeiro que você citou eu não conhecia, mas obrigado pela dica, já a obra de C.S Lewis comecei a ler mas não cheguei ao final, mas as obras deles são excelentes, indico e não seja como eu leia até o fim …kkkk Obrigado Larissa.

  4. Não podemos deixar de citar o trecho da música que a resume por completo: “Toda vez que procuro pra mim algo pra ler, ouvir, olhar e dizer,
    Senhor sabe o que eu quero
    Não me furto a certeza: és a Vida que eu quero”.
    Que a nossa vida com Deus possa seguir dessa forma, agradando a Ele em tudo.

  5. A música é um diálogo: “Eu leio Rookmaaker, você Jean-Paul Sartre”, ou seja, eu leio sobre pensamentos e idéias cristãs, já você, lê sobre idéias existencialistas e egocentristas.
    “Eu canto Keith Green, você canta o quê?”. Keith Green era músico cristão.
    Resumindo: O autor da música, opta por praticar exercícios do meio cristão, como no trecho da música: “Não me furto a certeza: és a Vida que eu quero”. Simplesmente montou um paralelo da vida cristã e a vida secular.

    1. O autor da música, brinca com esse paradoxo de vida cristã e secular, porque ele partilha da visão de Rookmaaker, que pregava que a arte, neste caso a música não deve ter barreiras, música é música, arte é arte, independe de gênero, estilo, etc… “A arte não precisa de justificativa” Hans Rookmaaker.

  6. Olá boa tarde! Estou precisando saber aonde posso comprar um exemplar do livro A ARTE MODERNA E A MORTE DE UMA CULTURA.Não estou conseguindo achar em lugar algum e nem sei se há tradução para o português. Poderia me ajudar?
    Grata ,
    Cristiane Calegario

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