CRÔNICA – NO BALANÇO DO BUSÃO #0 (Apresentação)

Por Alessandro Silva

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Sou novo nessa arte de escrever, quero dizer na arte de escrever bem, tenho estudado mais do que escrito, e tenho buscado inspiração para escrever contos e crônicas, pois estou cursando faculdade de Letras a fim de melhorar minha escrita e aprender mais sobre os gêneros literários, e me encantei por esses dois gêneros, conto e crônica, agora que aprendi mais sobre eles vou colocar em prática, mas o meu conhecimento sobre os gêneros não basta, tem que vir a inspiração, para os contos já tive algumas ideias, já para as crônicas tive mais trabalho, já que tenho que narrar meu cotidiano, não há nada de extraordinário que acontece na vida, mas uma coisa me ocorreu, que poderia contar sobre meu trabalho, árduo e monótono, sim, mas não, poderia escrever sobre minha família, que amo e que é bem agitada, mas não quero expor meus filhos assim, daí pensei na minha jornada matinal a caminho do trabalho, no ônibus, mas precisamente na fila do ônibus, onde tenho mais contato humano, presencio coisas que fogem do cotidiano, apesar de ser uma experiência mecânica, acordar cedo, ainda noite quando muitos ainda dormem, eu também meio que durmo em pé, para ir para um trabalho pesado, que eu não gosto e com pessoas que eu nunca vou interagir, mas essa situação acontece com muitas pessoas, na fila do ônibus escuto e presencio cada coisa que daria uma novela, as pessoas interagem umas com as outras, outras não, ficam ali com seu fone de ouvido, aliás, eu fico observando as pessoas ouvindo música nos fones e tento imaginar qual música, qual gênero musical escutam, se é uma música calma para começar o dia bem suave, se é agitada para acordar de uma vez, alguns são fáceis pois logo se vê que tipo de música gostam, isso devido ao seu vestuário que entrega seu gosto por qualquer tipo de arte, roqueiros,emos (que não são roqueiros) sertanojo universitário, pagode, menos funk, não é descriminação, isso se deve ao fato de que os funkeiros não usam fones de ouvido, eles deixam seus aparelhos no modo alto falante, que é proibido dentro dos coletivos diga-se de passagem, não se sabe o motivo, talvez eles queiram que todos ouças o que eles querem, talvez tenham orgulho do seu gênero musical, ou talvez sejam mal educados mesmo, não se sabe, aliás gente mal educada é o que mas se tem nos terminais de ônibus e nos próprios coletivos, gente que fura sua vez na fila da lanchonete para pedir o cafezinho, que fura a fila do ônibus, que esbarra em você no ônibus e nem sequer pede desculpas, ou não aceitam as suas quando você as esbarra sem querer, é sobre isso que serão as minhas crônicas onibolisticas, transcolisticas, sorry! É brincadeira, não vai ser esses os títulos das crônicas, mas irei abordar esse temas, esse relacionamento que temos todos os dias com pessoas que nem conhecemos, que nem sequer sabemos o nome, mas que vemos todos os dias no “Balanço do Busão”.

Por encardo de esclarecimento essa apresentação das crônicas no blog já é uma crônica por si só.

Aguardem as próximas…

 

Crônica escrita ao som de Selah Sue, albúm Selah Sue.

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