CRÔNICA – NO BALANÇO DO BUSÃO #08 [BEIJO]

Por Alessandro Silva

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No dia a dia das pessoas há pouco tempo pra tudo, para ler, para comer, dormir, conversar informalmente, e até namorar, muitas pessoas fazem isso no balanço do busão, na ida ou na volta pra casa, uma dessas atividades citadas, mas precisamente a última não se vê muito, pois atualmente é mais comum ver casais nos seus Smartphones do que olhando um para o outro, ainda mais incomum ver casais em demonstrações de afeição em público, mas um casal de adolescentes deixou o Whatszap de lado e estava aos beijos no coletivo, o que deixou algumas pessoas incomodadas com a cena, e pensar que a dez anos atrás era a coisa mais comum ver casais seja de qualquer idade, em qualquer local, logo se vê que os tempos estão mudando, as pessoas estão mais acostumadas a verem vândalos pulando a roleta do ônibus, a assaltos, a pastores pregando no coletivo do que casais se beijando, o beijo se tornou algo privado, ocorreu uma inversão de valores onde as pessoas não se beijam em público mas tem seus vídeos mais íntimos vazando na rede,  mas o que mais me chamou a atenção não foi o ato do beijo mais o beijo em si, e os benefícios que ele traz, todos sabem que  beijar é bom, mas a geração atual acha que beijar na boca é coisa do passado, por falar em passado a origem do beijo é incerta não se sabe quem inventou o beijo, mas o primeiro registro rolou na Índia, embora não tenha sido encontrada uma palavra específica para “beijo”, documentos de 1500 a.C. em sânscrito védico, tradicional língua indiana, mencionaram o ato de “cheirar com a boca” Are baba!. Outro fato histórico e curioso do beijo é a famosa posição tripé, conhecido tripé romântico, aquela cena clássica com a mulher levantando um pé ao ser beijada, a física explica: quando o chão é irregular, atrapalha o equilíbrio de tudo com quatro ou mais pés. São tantas emoções que o beijo traz, a sensação de aconchego, pois o encontro de bocas estimula a produção de ocitocina, o mesmo hormônio que instiga vínculos entre mãe e bebê causando sensação de tranqüilidade, ao passo de que o beijo  acalma ele também causa curto-circuito, o beijo liga regiões distintas no cérebro humano, ele desativa centros de fuga de defesa e estimula os de prazer. Mas tudo que e bom em excesso não é legal, pois o beijo vicia, a carícia aumenta a produção de dopamina, essa substância faz o cérebro buscar sensações de prazer similares ao prazer sentido por viciados em doces, games etc. O beijo também é exercício, talvez não em vão a série televisiva “Malhação” é chamada assim, pois beijo e amassos são a marca registrada da série, beijar é uma malhação atraente, ao beijar o músculo orbicular é um dos mais ativos da boca ele é que regula o formato enquanto falamos, comemos e é claro beijamos, além disso um minuto de beijo consome 26 calorias, ou seja, para “queimar” um Big Mac é preciso beijar 46 vezes, uma lata de coca-cola, 11 vezes, ao longo da vida o ser humano em média troca cerca de 24 mil beijos, desde a beijos na bochecha a beijos de cinema, a título de curiosidade o beijo mais longo registrado durou cerca de 58 horas, mas o recorde foi batido em 2013 em uma competição em Pattaya na Tailândia, e já que falamos de números em cada beijo são  trocados 9 mg de água, 0,711 mg de gorduras, 0,45 mg de sais.

Mas assim como os prós o beijo também tem seus contras, além do vicio já citado aqui, beijar dá certo nojo quando se pensar que a saliva transmite doenças como gripe, hepatite A e herpes ( o famoso “sapinho”) também a mononucleose chamada de “doença do beijo” causada pelo vírus Epstein-Barr, além de vírus o beijo traz cerca de 250 tipos de bactérias que permanecem na boca por até três dias, mesmo escovando os dentes, usando Listerine, Colgate Total Plax, enfim.

Diante disso entende-se que beijar é bom, desde que se tenha higiene, mas os contras não são os vilões da quase extinção do ato do beijo em público, e sim as tecnologias, o comportamento humano que vem mudando de tempos em tempos, e o namoro no banco da praça se tornou cafona, incomoda olhares alheios cheios de recalque, os tempos estão mudando não se pode negar, mas não se pode perder a essência do romance a moda antiga, os casais tem de largar os celulares e se darem as mãos, levantarem a cabeça e cair de boca nos parceiros sem medo de ser feliz, pois a sociedade sempre vai julgar não importa o que aconteça, é da natureza humana, assim como o beijo, o beijo ainda tem sido valorizado na TV e no cinema felizmente, até os filmes de super-heróis tem beijos (menos os filmes do Capitão América), o Superman tem que beijar a Lois Lane, o Peter Parker a Mary Jane (beijo que entrou pra história do cinema diga-se de passagem) nas novelas brasileiras, mexicanas, até no Carrossel, o amor não está mais no ar, está nos cabos de rede, no wifi, as pessoas tem de parar de se incomodar com coisas simples como um casal de jovens no busu aproveitando o que a vida tem de melhor, Viver!

Fontes: Revista EXAME, Veja, Livro O Guia Dos Curiosos, Guiness Word Records e Revista Mundo Estranho edição Junho 2015.

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