NO BALANÇO DO BUSÃO – CRÔNICAS BUSOLÍSTICAS #16 Cidade Natal

Por Alessandro Silva                                                                                                                     @lelesilvapinto

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Assim como muitos nascidos nos anos 80 ou até 90, somos filhos da Pró Matre, uma das maternidades públicas mais procuradas de Vitória, logo sou natural de Vitória, assim consta no meu regitro de nascimento, mas só nasci lá mesmo, pois nunca residi na capital, moro na região metropolitana, na Serra, mas precisamente em JacaraBeach como é assim chamado atualmente o balneário de Jacaraípe, sempre morei aqui, porém sempre tive um apreço por Vitorinha. Nesse vai e vem no balanço do busão sempre que ultrapasso o limite da minha cidade para Vix, paro tudo o que estou fazendo, seja ler, escutar um bom som ou até cochilar, para admirar as belezas da capital, sim, vejo beleza na capital, tudo me atrai os olhos, gosto de ver o movimento das pessoas no centro, como bom observador quesou, pois é baseado nisso que escrevo meus textos, pois escritores escrevem pessoas, mas é a paisagem que mais me chama a atenção, numa só cidade temos praia, morros, prédios, me balanço nas curvas, da Jurema ao Saldanha, me encanto com os navios atracados no porto, é engraçado eu já ter subido o Morro do Moreno lá, mas nunca o Mestre Álvaro aqui, sempre que vou ao centro visito o Parque Moscoso lá, mas nunca paro no Parque da Cidade aqui, faço corridas no calçadão da praia aqui  mas nem olho para a praia do Barrote ou a do Solemar, mas me encanto com o mar sem ondas de lá, já admirei as Paneleiras, mas não acompanho a banda de Congo aqui. Porque essa afeição por lá? Não sei dizer, nunca morei lá, mas quem sabe um dia, pode ser por ser o centro, a capital, onde tudo acontece, as atividades culturais que eu mal prestigio, os shows na Ilha que nunca assisti, talvez seja por eu ser do contra, sou brasileiro e não gosto de futebol, sou negro da quebrada e não curto funk, até gosto da poesia do samba, mas não do samba em si, sou capixaba mas não sou fã de moqueca capixaba (isso porque sou filho de pescador), não saboreio a torta capixaba, porque? Não sei, nas turbulentas idas e vindas no busão, me encanto com a capital, os prédios, os morros, as ilhas, uma cidade acolhedora, onde você se sente em casa mesmo fora de casa, mas em contra ponto, se sente só em meio a multidão, cidade noturna, embora nunca madruguei pela Rua da Lama, ou assisti um jogo da Copa do Mundo no Triângulo, posso prosear várias laudas aqui tentando encontrar um motivo para tanta afeição, não vou chegar a lugar algum, só sei que nasci lá, não sou de lá, nem sou daqui, mas saudade sinto do lar que nunca residi, mas algo me prende aqui, sou Serrano da Vitória do Espírito Santo.

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